Mauro Pimentel/AFP
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Raquel Dodge diz que mineradoras devem agir 'rapidamente' para reparar dano

'Pessoas precisam ter reparações não só econômicas, mas psicológicas', declarou a procuradora-geral da República

Teo Cury e Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2019 | 15h13

BRASÍLIA - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse nesta quinta-feira, 31, que as mineradoras que trabalham no Brasil têm de estar preparadas para evitar os riscos que a atividade pode causar ao meio ambiente e à população. Segundo ela, as empresas devem agir rapidamente para indenizar e reparar os danos causados.

Raquel falou com jornalistas após encontro com representantes do Movimento de Atingidos por Barragens na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. "As empresas que trabalham em território brasileiro têm de entender que essa atividade econômica é importante, mas é importantíssimo evitar os riscos que causam ao ambiente e à população. E, se causarem esses riscos, é preciso que elas ajam rapidamente para indenizar e reparar o dano, e restabelecer a vida da comunidade. Pessoas precisam ter reparações não só econômicas, mas psicológicas", disse.

A procuradora-geral da República também afirmou que houve demora na solução dos casos no desastre em Mariana, em 2015. "Um dos erros foi na demora de definição na atribuição de quem tem de fazer o quê. Como estamos em Estado federal, há certas medidas que são do MPF, outras do MPE, outras devem ser levadas à justiça do trabalho", explicou.

"Perdemos muito tempo em relação a isso. É preciso aproveitar a reflexão feita naquela situação para organizar a atuação que precisa ser coordenada entre todos os órgãos e, sobretudo, conciliando o que cada instituição vai pedir e que isso corresponda a o que a população atingida almeja e expressa como tendo interesse", disse.

Dodge disse ainda que recebeu na quarta-feira, 30, o diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, e diretores da instituição para conversar sobre a atuação dos órgãos em relação a Brumadinho. "Estamos junto com a PF caminhando para estruturar o modo como a investigação para fins criminais será feita", disse. 

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