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Ratinho reitera que não participou da morte de Tim Lopes

O traficante conhecido como Ratinho, de 31 anos, negou hoje ter participado do assassinato do jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, em junho, na Favela da Grota, no Complexo do Alemão. Um dos acusados do crime, Ratinho apresentou uma certidão de nascimento, dizendo se chamar Cláudio Orlando do Nascimento e não Renato Souza de Paula, nome pelo qual foi idenficado inicialmente. Ele prestou depoimento no 1º Tribunal do Júri e disse que só conhecia os outros acusados da morte de Tim Lopes pelos jornais, inclusive o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, que comandou a execução do repórter e é o único ainda livre. Os policiais militares que prenderam Ratinho desmentiram hoje o chefe de Polícia Civil, Zaqueu Teixeira. Eles negaram ter ouvido a confissão do traficante. Os PMs apenas reafirmaram que Ratinho odiava Tim Lopes, que o teria prejudicado com a reportagem "Feirão das Drogas". "Ele arrasou a minha vida", teria dito aos policiais.DepoimentoRatinho começou a ser ouvido às 14h45. Durante meia hora de depoimento, o traficante, preso no último dia 26, negou envolvimento no assassinato, dizendo ainda que não atuava no tráfico. Ratinho contou ao juiz Alexandre Abraão que é perueiro e só ia à favela (onde Tim foi capturado, quando fazia uma reportagem) nos dias de semana, para trabalhar. Ele disse também que no dia do crime estava na casa da sua mulher, com as duas filhas, em Ipanema, na zona sul. Ratinho foi preso com duas mulheres, quando assistia a um filme pornô.O traficante negou ainda aparecer na matéria "Feirão das Drogas", feita por Tim Lopes, segurando um fuzil. "Não apareci em vídeo nenhum", disse ele. No dia em que foi preso, segundo o chefe da Polícia Civil, Zaqueu Teixeira, Ratinho teria dito aos policiais que odiava o repórter por ele ter prejudicado sua imagem na matéria em que aparece com o fuzil e acrescentou ainda que Tim "merecia morrer duas vezes". O advogado de Ratinho, Paulo Cuzzuol, obteve permissão da Justiça para a adiar para próxima segunda-feira o depoimento de oito testemunhas de acusação, que estava marcado para hoje. Cuzzuol alegou não ter acesso aos autos do processo. O traficante chegou ao Fórum escoltado por 100 homens, em 15 carros e motocicletas.

Agencia Estado,

28 de agosto de 2002 | 20h03

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