Reajuste de 50% ''não é possível'', diz líder de Dilma

BRASÍLIA

, O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2011 | 00h00

O esforço do Planalto para estancar a crise com o Judiciário esbarrou ontem na liderança do próprio governo na Câmara dos Deputados. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) afirmou ser impossível conceder um reajuste de mais de 50% aos servidores do Judiciário diante da situação econômica do País.

"Não é possível atender a uma reivindicação de dar um reajuste de mais de 50% para um setor, por mais importante que seja o setor", afirmou Vaccarezza. O líder do governo afirmou que o reajuste do Judiciário deverá ser aprovado no mesmo nível do que será concedido aos servidores do Executivo.

Na semana passada, o governo desencadeou reação irritada do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, porque enviou ao Congresso uma proposta orçamentária que não contemplava o reajuste de 14,4% nos salários dos ministros da corte nem de 56% para certas categorias de servidores do Judiciário. "Um equívoco", disse Peluso na ocasião.

Diante da mobilização, o Planalto enviou nova mensagem orçamentária ao Congresso, na qual enumerou todas as demandas salariais do Poder Judiciário.

Com isso, a palavra final caberá ao Congresso. Se aprovado, o projeto deve ter impacto de R$ 7,7 bilhões aos cofres públicos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.