Reajustes abusivos

Tenho 66 anos, não sou aposentado, trabalho como vendedor de 15 a 18 horas por dia e preciso lutar com muita dificuldade para manter um plano de saúde para eventual necessidade e exames rotineiros. Há um ano recebi um comunicado de que o meu plano sofreria um reajuste de 48,78% e, após muitas negociações, consegui reduzir o valor para 25%. Esforcei-me muito para poder honrar esse compromisso ao longo de 2008. No dia 12/11 recebi outro aviso: o meu plano seria reajustado em 25%. Eu entendo que os órgãos competentes devem arbitrar o índice a ser aplicado, e não nos deixar à mercê dos poderosos, como ocorre. Neste momento sofro com a acentuada queda nas vendas gerada pela crise, a mesma que levou o próprio governo federal a abrir mão de parte de suas receitas. Mas não entendo como empresas de plano de saúde aumentam de forma abusiva suas mensalidades sem nenhuma justificativa plausível. Cheguei a pedir uma planilha de custo que justificasse o referido aumento e, como era de esperar, não fui atendido, mesmo insistindo. É inadmissível que, em meio a todos índices oficiais do País, nenhum possa nortear quanto deve ser aplicado anualmente aos planos de saúde, já que existem muitas instituições para regulamentar as relações comerciais e trabalhistas. Ficarei muito grato se obtiver um esclarecimento das autoridades competentes, já que, salvo melhor juízo, não há monopólio, muito especialmente em se tratando de cuidados com a saúde. Espero que eu não seja uma voz clamando no deserto e que mereça a atenção de todos os órgãos e autoridades, sendo este clamor lido e respondido.ROMUALDO DE SANTANASão PauloAs cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

, O Estadao de S.Paulo

02 de janeiro de 2009 | 00h00

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