Reaparece violoncelo roubado de instrumentista em Salvador

Suzana Kato ia para um restaurante com outros músicos, alguns estrangeiros, quando foi assaltada

Heliana Frazão, especial para o Estado,

17 Agosto 2008 | 17h19

A instrumentista da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), Suzana Kato, 38 anos, tem a alegria de reaver o seu principal instrumento de trabalho, o violoncelo, após dois assaltos. Nesse sábado, ela recebeu de volta o instrumento, levado por três homens, na noite de quinta-feira, depois de participar de um concerto no Teatro Castro Alves, em Salvador. O violoncelo foi descartado no lixo e encontrado por dois adolescentes, no bairro da Boa Viagem, na Cidade Baixa.   Suzana Kato seguia para um restaurante, juntamente com outros músicos, alguns deles estrangeiros, quando foi abordada pelos bandidos. Além do violoncelo, os assaltantes levaram dois violinos - um do século 19 - pertencentes ao argentino Juan Maria Braceras e à francesa Elodie Bugni, ambos com 22, que estudam na Suíça.   Momentos depois, eles assaltaram um segundo grupo de instrumentistas, levando vários objetos, a exemplo do fraque usado na apresentação pelo regente búlgaro Boyko Stoianov.   A expectativa agora é quanto ao destino dos dois violinos. Está sendo oferecida, inclusive, uma recompensa de R$1 mil para quem der informações sobre as peças.   "Temos esperança de que eles também apareçam, já que não possuem grande valor monetário, mas um imenso valor sentimental. No caso de Eloide, o instrumento está com ela desde os seus 8 anos e foi um presente da família. Ela está muito triste", comentou Adriano Cenci, produtor do Neojibá, um programa de intercâmbio que promove a popularização da música clássica entre crianças e adolescentes de comunidades carentes, no qual a francesa e o argentino atuam como voluntários.   Eles ficam na Bahia até o final de agosto.   "O desejo dela é levar o instrumento de volta", completa o produtor.   A investida dos bandidos ocorreu em dois bairros - Garcia e Graça - com diferença de pouco mais de dez minutos de um para o outro. A polícia suspeita que os bandidos sejam os mesmos, e que tinham informações sobre o destino dos dois grupos de músicos seguiam.   "Eles devem ter gostado tanto da apresentação que quiseram ficar com os nossos instrumentos como lembrança", brincou o regente Stoianov.

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