Rebelados assassinam 6 presos no Maranhão

Entre os mortos está o pescador que abusou sexualmente das filhas e filhas-netas em Pinheiro

Solange Spigliatti, Central de Notícias

08 de fevereiro de 2011 | 11h19

SÃO PAULO - Seis detentos da Delegacia Regional de Pinheiro, no interior do Maranhão, envolvidos com crimes de pedofilia, foram mortos durante a rebelião iniciada na noite desta segunda-feira, 7, após um tentativa de fuga frustrada. A polícia conseguiu conter os presos por volta das 16h.

 

Entre os presos mortos, segundo informações da administração estadual, está José Agostinho Bispo, conhecido como o monstro de Pinheiro. Bispo, de 55 anos, foi condenado a 63 anos de prisão por ter abusado sexualmente das duas filhas em Pinheiro. Ele teve oito filhos com elas e foi preso em 8 de junho. Ele também foi condenado por ter abusado sexualmente das filhas-netas, de 5 e 6 anos.

 

Com requintes de crueldade, os presos mataram e decapitaram quatro dos presos assassinados e penduraram as cabeças nas grades das celas. Entre as reivindicações dos rebelados, está o fornecimento de comida caseira, já que a maioria deles é da cidade de Pinheiro e quer receber comida de casa.

 

Superlotada, a cadeia tinha capacidade para abrigar 30 presos em quatro celas mas ali estavam 97 detentos. A própria delegada responsável pela carceragem, Laura Amélia Barbora, atribuiu o motim a superlotação da cadeia. "O clima foi tenso e os presos sempre ameaçavam matar mais pessoas", disse a delegada em entrevista a uma rádio local.

 

O secretário adjunto de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, Laércio Costa; o comandante geral da PM, coronel Franklin Pacheco, e o superintendente de Polícia Civil do Interior, Jair Lima de Paiva, estiveram no local, na comissão de negociação com os presos, acompanhados de um juiz e 2 promotores de Justiça da comarca de Pinheiro, além de um pastor que foi solicitado pelos presos.

 

Colaborou Ernesto Batista, de O Estado de S. Paulo

 

Notícia atualizada às 16h10.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.