Rebelados mantém 24 presos amarrados em presídio de Porto Velho

A rebelião no presídio de segurança máxima Urso Branco, em Porto Velho, já completa mais de 24 horas e o clima continua tenso. Autoridades do governo e presidiários continuam negociando, mas 24 detentos permanecem amarrados e podem ser mortos caso as conversas não avançassem.Cerca de 170 pessoas, familiares e amigos de presos também, são mantidas reféns. Até agora, oito presos foram mortos, dois deles decapitados e esquartejados. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Rondônia, os presos reivindicam a troca de toda direção do presídio e uso de telefone celular.Parentes dos detentos afirmam que a confusão começou depois que a mulher de um preso abortou na fila de visitantes, no domingo, e não recebeu socorro na penitenciária. "Eles batem e colocam os presos em condições desumanas, humilham as famílias que vão fazer visitas", disse a mulher de um presidiário que não quis se identificar.Há quatro anos o presídio Urso Branco, hoje com 1.400 presos - duas vezes a sua capacidade - também teve um motim que acabou em com 27 detentos massacrados por companheiros de cela, durante o Ano-Novo.

Agencia Estado,

19 de abril de 2004 | 20h30

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