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Rebelião completa 30 horas e mais um refém é solto em Guarapuava

Internos reivindicam melhorias na unidade e reclamam de maus tratos por parte da administração; 40 presos lideram o motim

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

14 Outubro 2014 | 19h43

Curitiba  - O terceiro agente penitenciário que estava como refém dos presos rebelados na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), foi liberado durante a tarde de terça-feira (14). Com isso, cai para dez o total de agentes que ainda estão sob a ameaça dos presos que iniciaram a rebelião na manhã de segunda-feira (13). Um grupo de seis presos, todos cumprindo penas por crimes sexuais, também está sob a ameaça dos 40 presos que lideram o motim.

Durante a tarde, uma equipe da PM, que lidera as negociações, tentou chegar a um acordo com os presos, mas até às 19 horas as negociações não haviam avançado. Onze presos foram retirados da cadeia por motivo de segurança e dois foram jogados do telhado no primeiro dia da rebelião, mas ambos se recuperam e não correm risco de morte.

Segundo a Polícia, os rebelados reivindicam melhorias internas na unidade e reclamam de maus tratos por parte da administração, além de pedirem progressão de pena para os presos com direito a transferências para outras carceragens no Paraná e em Santa Catarina.

No início da rebelião um dos agentes foi queimado com cola e outros materiais inflamáveis e teve 40 do corpo ferido, ele precisou ser encaminhado para um hospital próximo e segundo um boletim divulgado pela manhã não corria risco de morte.

Quanto aos agentes, os presos têm feito rodízios e cada um deles (agentes) fica um período no telhado amarrado a um pára-raios sob a ameaça de serem jogados caso a polícia decida invadir o local.

Essa é a primeira rebelião ocorrida na PIG desde sua fundação, há 15 anos, e é considerada modelo, pois existem atividades de educação e trabalho. 

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