Rebelião de presos deixa um morto e 40 feridos em Recife

A polícia precisou usar bombas de efeito moral para controlar o motim; briga entre presos foi estopim

12 de novembro de 2007 | 06h26

Uma rebelião iniciada logo após o fim do horário de visitas deixou um preso morto e outros 40 feridos no Presídio Aníbal Bruno, localizado na cidade de Recife (PE), no domingo, 11. Os feridos foram levados para hospitais da região. O detento morto ainda não foi identificado.   Segundo o superintendente de segurança penitenciária do Estado, Isaac Viana, os presos se rebelaram para reivindicar o fim do limite de visitas e da exigência da emissão de um documento especial que permite a entrada delas. Com o início do tumulto, também ocorreu uma briga entre detentos de facções rivais.   Durante a rebelião, os presos queimaram colchões, roupas e arrancaram grades das celas. A situação foi controlada no fim da noite com a entrada da Polícia Militar, que usou bombas de efeito moral para conter os presos. Alguns deles chegaram a enfrentar a polícia jogando pedras. O pavilhão D ficou totalmente destruído e os outros dois danificados.   A direção do presídio aguardava o amanhecer para avaliar os estragos. Os presos destes pavilhões foram divididos em outros pavilhões, no espaço onde recebem os advogados e em uma espécie de auditório. O presídio Aníbal Bruno é o maior de Pernambuco, com capacidade para 1.448 presos, mas abriga hoje 3,9 mil presos.

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