Rebelião de presos em Manaus termina com 13 mortos

Treze presos mortos e um conflito até agora mal explicado. Este é o saldo da rebelião ocorrida na Unidade Prisional do Puraquequara, em Manaus, neste fim de semana. No início da manhã desta segunda-feira, os amotinados se renderam depois que as autoridades aceitaram parte de suas exigências. A principal delas: a volta do ex-diretor David Nascimento ao cargo. A rebelião começou de repente, por volta das 16 horas de domingo, pouco antes de terminar o horário de visitas. Segundo uma testemunha, um preso, Deleon Nascimento, de 21 anos, teria sido morto pelos companheiros e provocado a revolta dos demais. O Batalhão de Choque chegou imediatamente e providenciou a retirada dos visitantes que ainda se encontravam dentro do presídio. A informação era que 75 dos 530 presos recolhidos no Puraquerara estavam amotinados. Somente no início da noite todos os visitantes foram retirados, mas os presos detiveram três guardas penitenciários como reféns e passaram uma lista com exigências, entre elas a volta do diretor. Sob o comando do secretário de Justiça, Lélio Lauria, começaram as negociações que somente terminaram na manhã desta segunda-feira. Os parentes dos presos acusam os policiais de maus tratos durante a retirada do presídio. Segundo algumas testemunhas, o batalhão de choque teria entrado no presídio atirando indiscriminadamente. O comando da Polícia Militar nega o fato e diz que as mortes foram provocadas pelos próprios rebelados.

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