Rebelião de presos em Martinópolis (SP) já dura 40 horas

Presos rebelados ainda mantêm 19 reféns na penitenciária de Martinópolis, a 560 quilômetros da capital paulista, na região de Presidente Prudente, interior do Estado de São Paulo. Quinta-feira, 10 agentes prisionais e um advogado foram liberados, mas 18 funcionários e uma advogada ainda estão sob poder dos detentos. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, não há feridos e as negociações continuam nesta manhã, a partir das 7h30. A Polícia Militar ainda cerca o prédio, para evitar fugas, e a Tropa de Choque, também da PM, permanece de prontidão, caso seja necessário invadir a cadeia. Ontem pela manhã, a água e o gás do presídio foram cortados e, em protesto, um grupo de rebelados subiu na caixa d´água e espancou um dos reféns. O motim na penitenciária de Martinópolis começou por volta de 15h quarta-feira, com uma fuga frustrada. Presos que estavam no setor jurídico dominaram agentes e dois advogados e tentaram fugir Como não conseguiram, se rebelaram. Os detentos reclamam da superlotação do presídio, que tem capacidade para 792 pessoas, mas abriga 1.130.

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