Rebelião em Bangu já passa de 26 horas

A rebelião na Casa de Custódia Pedro Melo, no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona Oeste do Rio de Janeiro, já dura mais de 26 horas. Seis policiais militares são mantidos reféns. A PM não confirma que eles estejam amarrados a botijões de gás nem que os amotinados estejam fortemente armados. A única arma vista pelos policiais é uma pistola, que teria sido tirada de um dos guardas rendidos no início do motim. Os rebelados reivindicam a transferência dos que já foram condenados, uma vez que a casa de custódia é para presos que aguardam julgamento, e ainda a troca da empresa que fornece comida para o presídio. Eles já escolheram um preso para servir de porta-voz e negociar com a polícia. O comandante do policiamento do complexo, major Dayzer Corpas, acredita que os rebelados se rendam até a hora do almoço. Neste momento, é aguardada a presença de representantes de movimentos de defesa dos direitos humanos e da Defensoria Pública dentro do presídio. Os presos temem represálias da PM depois da rendição. Na Pedro Melo estão 580 presos. A capacidade é para 500. Esta já é a 12ª rebelião que acontece no conjunto de presídios de Bangu nos últimos nove meses.

Agencia Estado,

21 de janeiro de 2003 | 09h58

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