Rebelião em Bauru foi contra o PCC

Doze detentos ficaram feridos hoje na rebelião ocorrida na Penitenciária 2 de Bauru. Eles revoltaram-se contra a chegada de cinco presos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), transferidos para Bauru na noite de ontem, e tentaram executá-los por volta das 9 horas da manhã, quando começava o banho de sol. O tumulto começou no raio 3, onde estão recolhidos 250 presos. Eles tomaram a cozinha e avançavam para as dependências administrativas, quando foram cercados pelos policiais militares da companhia anexa à penitenciária, que atiraram em suas pernas para contê-los. Em represália, colocaram fogo no corredor e tomaram quatro agentes penitenciários como reféns.Por volta das 10h15, aproveitando a confusão, um outro grupo de presos tentou pular o alambrado, mas também foi contido pelos policiais. Ao mesmo tempo em que evitava a fuga, a PM e a direção da penitenciária negociou com os presos e conseguiu a liberação dos reféns e a rendição pouco antes do meio-dia. Dos 12 presos feridos, 6 foram por tiro e os outros 6 por estiletes e paus. Um deles sofreu problemas cardíacos durante a revolta mas, segundo a polícia, nenhum dos casos pode ser considerado grave.No começo da tarde, os cinco detentos supostamente integrantes do PCC foram transferidos para a Penitenciária 1, vizinha daquela onde ocorreu a rebelião, e os policiais permaneceram em estado de alerta para a possibilidade de ali também ocorrer a rejeição aos novos inquilinos. Mas isso não ocorreu até o final da tarde.A rebelião é tida entre os próprios funcionários como a antítese do que tem ocorrido nos outros presídios. Em vez de comandada pelo PCC, sua motivação foi contrária ao "sindicato" de presidiários. Ao mesmo tempo em que a penitenciária inicia sindicância para apurar as causas e envolvimentos na rebelião, a PM abriu inquérito para apurar a atuação dos policiais que atiraram contra os presos.

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