Rebelião em Contagem já dura 24 horas

A rebelião de cerca de 70 presos da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, iniciada ontem, completou 24 horas no início da tarde de hoje em clima tenso. Os detentos, que fizeram oito reféns - seis agentes pintenciários e dois operários - e exigiam transferência de um grupo de dez colegas para a unidade prisional de Ipaba, no Vale do Aço, levaram três carcereiros para o telhado de um dos pavilhões. Eles ameaçavam matá-los, com chuços e estiletes, caso a reivindicação não fosse atendida.O coronel da Polícia Militar Faria Lopes, que comandava um grupo de 150 homens no local, disse que se os reféns sofressem qualquer agressão, os policiais invadiriam o presídio. Atiradores de elite mantinham na mira os cinco presos que estavam com os reféns. A direção da Nelson Hungria informou que as negociações com os rebelados, a cargo de promotores de Belo Horizonte e de Contagem, atingiram um impasse porque os presos não concordavam em ser transferidos individualmente para Ipaba.Um dos líderes da rebelião, identificado como Luisão, insistia que a transferência dele e de nove colegas fosse feita em bloco. O coronel Faria Lopes contou que a intenção da PM era concentrar as negociações com os presos, feitas por meio de um telefone celular, em outro líder, o traficante identificado como Branco, que parecia mais disposto a ceder quanto à exigência. Mesmo com a rebelião, a direção do presídio liberou as visitas de parentes em seis pavilhões onde não havia confusão. A intenção era evitar que o movimento se espalhasse na penitenciária e envolvesse outros 300 detentos.

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