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Rebelião em Guarapuava completa 24 horas sob impasse

Ato é liderado por 50 presos, que fazem 11 agentes penitenciários e outros detentos reféns em telhado da Penitenciária Industrial 

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado de S. Paulo

14 Outubro 2014 | 11h57

CURITIBA - A rebelião na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), na região centro-sul do Paraná, iniciada no final da manhã desta segunda-feira, 13, completou 24 horas sob o clima de impasse. Desde as 7h30 desta terça-feira, 14, um grupo de agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Polícia Civil negocia com os presos rebelados, mas sem sucesso.

Essa é a 21ª rebelião no Estado desde dezembro do ano passado.

O motim é liderado por cerca de 50 presos que ainda mantém 11 agentes penitenciários como reféns, além de outro grupo de presos - a maioria condenada por crimes sexuais - que está em cima do telhado sob a ameaça de serem jogados.

Até o final da manhã, a única reivindicação dos presos divulgada pela Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) foi a exigência de transferência de alguns detentos para outras unidades no Estado.

No início da rebelião, os presos renderam 12 agentes, mas um deles foi queimado com cola e outros materiais inflamáveis, teve 40% do corpo ferido e precisou ser encaminhado para um hospital próximo. Segundo o boletim divulgado pela manhã, não corria risco de morte.

Desde a segunda-feira, dois presos foram jogados de cima do telhado e um deles teve fraturas e foi levado para o hospital.

Em relação aos agentes, os presos têm feito rodízios e cada um deles (agentes) fica um período no telhado amarrado a um para-raios sob a ameaça de serem jogados caso a polícia decida invadir o local.

Essa é a primeira rebelião ocorrida na PIG desde sua fundação, há 15 anos, e é considerada modelo, pois existem atividades de educação e trabalho.

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