Rebelião em Manaus termina com 13 mortos

Após dez horas de tensão, a rebelião na Penitenciária de Segurança Máxima Anísio Jobim terminou com 13 mortos, um dos quais o agente penitenciário José Valente Gama. O número oficial de mortos foi confirmado pelo secretário estadual de Justiça e Cidadania, Felix Valois, que lamentou o fato de terem sido encontradas 12 armas dentro do presídio no fim da rebelião."Armas, drogas e cachaça não voam. Se entram na penitenciária, é porque alguém de fora levou. Isso é lamentável", disse o secretário. Desde o início da manhã deste sábado, parentes de presos engarrafaram o km 8 da BR-174, que liga Manaus e Boa Vista, em busca de notícias.Dos cerca de 400 presos que se rebelaram durante o café da manhã, sabia-se apenas que estavam sendo liderados por um grupo ligado a facções criminosas do Rio e de São Paulo. Esse grupo estava inconformado com a morte do detento André Luiz Pereira de Oliveira, ocorrida na última quinta-feira, com visíveis sinais de tortura.Quando a Tropa de Choque entrou na penitenciária, já no fim da tarde deste sábado, praticamente não havia resistência por parte dos presos. Os 12 detentos mortos, segundo as primeiras informações, teriam sido abatidos pelos próprios companheiros, inconformados com o rumo que a rebelião havia tomado e temendo represálias bem mais violentas por parte da Polícia Militar.

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