Rebelião em presídio de PE termina após negociação

Os presidiários de dois dos oito pavilhões da Penitenciária Barreto Campelo, na Ilha de Itamaracá, região metropolitana do Recife, rebelaram-se hoje pela manhã, permanecendo nos telhados até que um acordo fosse negociado, o que ocorreu às 16 horas. Os presos querem melhoria na alimentação e rapidez no julgamento de processos judiciais. Segundo eles, cerca de 250 detentos poderiam estar sendo beneficiados com o regime semi-aberto. Com capacidade para 380 pessoas, a penitenciária tem 1.141 detentos.Os presos aceitaram retornar às suas celas diante da promessa de uma nova reunião, na quarta-feira, com o juiz das Execuções Penais, Adeíldo Nunes. Uma comissão dos detentos reuniu-se hoje com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Assembléia Legislativa e com o superintendente do Sistema Penitenciário Estadual, o coronel PM Geraldo Severiano.O clima está tenso na Barreto Campelo desde sábado, quando os presos ensaiaram um motim, por atraso na distribuição de pão. A máquina de fabricar pão da unidade está quebrada e uma outra não foi ainda comprada, por demora na licitação. Enquanto isso, eles estão sendo abastecidos com o pão que é feito na Penitenciária Agrícola de Itamaracá, também localizada na Ilha.Ontem, nove presidiários identificados como líderes do movimento do dia anterior foram transferidos para outras penitenciárias do Estado, aumentando a insatisfação. Três rebeliões, sem mortes, foram registradas na penitenciária no ano passado.

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