Gleilson Miranda| Secom
Gleilson Miranda| Secom

Rebelião em presídio do AC deixa 4 mortos, 20 feridos e uma cidade assustada

Briga em casa de detenção foi motivada por rivalidade entre facções

Itaan Arruda, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2016 | 09h19
Atualizado 21 Outubro 2016 | 12h21

RIO BRANCO - O saldo da rebelião desta quinta-feira, 20, no presídio Francisco D’Oliveira Conde foi de quatro detentos mortos, 20 feridos e dois agentes penitenciários presos, acusados de ceder intencionalmente duas armas aos presos.

O cenário era de muita tensão. As ameaças divulgadas em redes sociais por lideranças de facções criminosas se concretizou de forma concentrada no presídio. A rebelião aconteceu em três pavilhões, em uma briga entre as facções PCC e Bonde dos 13 unidas contra o Comando Vermelho. 

Durante o dia, ocorreram ao menos 11 mortes com características de execução, inclusive com duas pessoas decapitadas, na periferia de Rio Branco. A capital teve uma noite atípica: ruas vazias além do normal, postos de gasolina fechados e uma escola pública incendiada.

O governador do Acre, Tião Viana, em entrevista coletiva após controle da situação dentro do presídio por parte do Bope, voltou a criticar o Governo Federal pela falta de prioridade do combate ao tráfico de drogas em região de fronteira.

Após críticas feitas no início da semana, o governador revelou, na quinta-feira, 20, que o Governo Federal liberou R$ 3 milhões para a área de Segurança Pública. A verba é do Fundo Penitenciário.

A presença de 25 integrantes do Comando Vermelho no Acre, vindos de outras regiões do País, é acompanhada pelo Serviço de Inteligência. “O trabalho de inteligência das polícias continua muito avançado”, revelou o governador.

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