Michael Dantas/AFP
Michael Dantas/AFP

Rebelião em prisão de Manaus termina com 17 feridos e reféns são libertados

Motim, que teve início durante a entrega do café da manhã, foi encerrado com a entrada de policiais na unidade; detentos que organizaram rebelião podem ser transferidos

Redação, O Estado de S. Paulo

02 de maio de 2020 | 16h30

SÃO PAULO - A rebelião de detentos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), em Manaus, que teve início na manhã deste sábado, 2, foi controlada e os sete agentes de ressocialização feitos reféns foram libertados. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Amazonas informou que 17 pessoas ficaram feridas, mas ninguém morreu.

O motim, que teve início durante a entrega do café da manhã, foi encerrado com a entrada de policiais na unidade. Entre os feridos, estão dez agentes prisionais, dos quais três se feriram ao pular das muralhas do presídio, cinco presos e dois policiais militares.

O secretário de segurança pública do Amazonas, coronel Louismar Bonates, informou que alguns dos reféns tiveram ferimentos leves na região do pescoço e policiais foram atingidos por pedradas.

Segundo a Seap, a rebelião foi motivada por duas tentativas frustradas de fuga por meio de túneis cavados de fora para dentro da prisão. Os presos tentavam, desta vez, cavar um túnel de dentro para fora, que foi localizado em uma das celas pelas equipes policiais.

"Parte da unidade prisional foi destruída durante a rebelião. Houve depredação de grades, bebedouros e o telhado", informou a secretaria, que afirmou não descartar a possibilidade de transferência dos detentos que organizaram a rebelião.

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