Rebelião em prisão de Minas completa 56 horas

A rebelião de presos da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana da capital mineira, completou 56 horas de duração no início da noite desta sexta-feira. Das cinco pessoas que estavam em poder dos 103 detentos do Pavilhão 2, três permaneciam como reféns até as 19 horas.Os rebelados libertaram pela manhã um dos reféns, e outro conseguiu escapar no final da tarde, pulando um muro do Pavilhão 2. O agente penitenciário Cosme Dorivaldo Ribeiro Santos foi libertado por volta das 10h30 para que as negociações, suspensas durante a noite, fossem reiniciadas.Mas, à tarde, a situação ficou tensa. Os detentos levaram um dos reféns ? o vice-diretor de Segurança, Ruy França Júnior ? para o telhado do pavilhão. Ele era ameaçado com uma faca. Por volta das 18h, segundo a PM, o agente penitenciário José Marcelo de Souza aproveitou um momento em que os policiais jogaram uma bomba de efeito moral e a fumaça provocada pela explosão para pular um dos muros do pavilhão. Ele foi socorrido por um helicóptero da Polícia Militar e levado para o hospital João XXIII, em Belo Horizonte.Os presos cobram a revisão dos os processos de execuções penais, a implantação de um regime de celas individuais e a ampliação dos horários de banhos de sol. Eles ainda denunciaram maus-tratos. Dois agentes penitenciários e o vice-diretor de Segurança continuavam em poder dos detentos. Segundo a PM, os presos estavam armados de facas e chuços (armas brancas improvisadas).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.