Rebelião faz governo prometer novos presídios

A rebelião de presos ocorrida na penitenciária Raimundo Vidal Pessoa, nesta quinta-feira, pelo menos serviu para tornar público o quadro caótico do sistema carcerário do Amazonas. Construída para abrigar apenas 110 presos, a prisão tem hoje 468 detentos.Diante desse quatro, o governador Amazonino Mendes garantiu, nesta sexta-feira à tarde, que o Estado vai se empenhar decididamente no sentido de resolver de vez essa questão de superpopulação carcerária. A primeira medida anunciada pelo governador é a construção, da forma mais rápida possível, da Cadeia Pública do Puraquequara, que irá exatamente substituir a penitenciária Vidal Pessoa, onde houve a rebelião.Localizada no bairro do Puraquequara, na periferia de Manaus, a nova penitenciária deve custar cerca de R$ 7 milhões ao Governo do Estado e terá capacidade para 575 presos, entre homens e mulheres. Além disso, Amazonino disse estar investindo outros R$ 6 milhões em cadeias no interior do Estado, nas cidades de Itacoatiara, Parintins, Manacapuru, Tefé, Tabatinga e Humaitá. O Governador disse, também, que pretende gastar mais R$ 2 milhões na construção da ala feminina do complexo penitenciário Anílio Jobim, que abriga atualmente 350 presos considerados de alta periculosidade. Com a ala feminina, a capacidade do presídio aumentará em 70 pessoas.

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