Rebelião gigante em prisões completa um ano

A gigantesca rebelião promovida pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) nos presídios de São Paulo completou um ano nesta segunda-feira. A maior ação da história do grupo conseguiu mobilizar 25% da população carcerária do Estado.No início da tarde de 18 de fevereiro de 2001 - um domingo, dia de visita -, os detentos promoveram motins simultâneos em 29 penitenciárias de 22 cidades. Para sincronizar a operação, foram utilizados telefones celulares.Os presos fizeram cerca de 10 mil reféns. A megarrebelião ocorreu em represália à transferência de alguns líderes da organização para outros presídios. A volta deles para a Casa de Detenção foi a principal exigência do PCC. As ordens partiam do Pavilhão 8, no Complexo do Carandiru.Não houve negociação e os motins foram controlados no mesmo dia. Ao todo, 16 presos foram assassinados.Logo depois do término da megarrebelião, o governo do Estado prometeu uma série de medidas. A principal delas, a instalação de bloqueadores de telefones celulares nos presídios, ainda não foi adotada. Também havia a previsão de instalar detectores de metal nas entradas das prisões, o que também não ocorreu. Houve apenas contratação de agentes penitenciários e mudanças nas regras de visita.

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