Ed Santos/Acorda Cidade
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Rebelião na Bahia deixa mortos e parentes de presos são feitos reféns

Motim no Conjunto Penal de Feira de Santana teria sido deflagrado por briga entre quadrilhas rivais; oito detentos foram assassinados

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

25 Maio 2015 | 08h39

Atualizado às 10h05

SALVADOR - Uma rebelião iniciada na tarde deste domingo, 24, no Conjunto Penal de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, a 110 quilômetros de Salvador, e concluída na manhã desta segunda-feira, 25, deixou oito detentos mortos e cinco feridos, um deles em estado grave. Os amotinados também fizeram reféns cerca de 70 parentes de presos, entre eles crianças, que só foram liberados após o fim do movimento, por volta das 8h30. 

O motim teve início por volta das 14h30 do domingo, durante o período de visitas aos presos, e teria sido deflagrado por um confronto entre detentos pertencentes a duas quadrilhas rivais, no Pavilhão 10 do conjunto. O líder de um dos grupos teria sido um dos mortos no conflito.

Segundo a direção do presídio, após a confusão, parte dos familiares dos detentos que estavam dentro da unidade optou por ficar no local, junto dos parentes. 

Integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, do comando da Polícia Militar na região, da direção do presídio e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) conduziram as negociações desde o fim da tarde deste domingo.

O abastecimento de água foi cortado no local até o encerramento do motim. Os detentos foram revistados e retirados do pavilhão de dois em dois e conduzidos a outra unidade, para que policiais pudessem realizar a perícia no local.

O pavilhão no qual a rebelião foi concentrada tem capacidade para 152 presos, mas abriga mais do que o dobro, 336. Todo o complexo abriga 1.467 detentos, apesar de a capacidade ser de 644. Os amotinados ainda tentaram invadir outro pavilhão durante a confusão, mas foram impedidos por agentes penitenciários.

De acordo com a Polícia Militar, foram apreendidos com os presos, ainda durante o motim, dois revólveres e uma pistola. Agentes realizam buscas no pavilhão para localizar outras armas.

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