Sindicato dos Agentes
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Rebelião na Casa de Custódia de Curitiba chega ao fim

Motim começou no domingo; cinco agentes penitenciários foram feitos reféns

Julio Cesar Lima, especial para O Estado

05 Julho 2018 | 09h59
Atualizado 05 Julho 2018 | 15h10

CURITIBA - A rebelião na Casa de Custódia de Curitiba (CCC) foi encerrada na manhã desta quinta-feira, 5, às 8h da manhã, após a liberação do último dos cinco agentes penitenciários que era feito refém. A rebelião teve início na noite de domingo, 1º, e se concentrou na Galeria 1 da cadeia, com 172 presos envolvidos no motim.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança, não houve feridos entre presos e reféns. Os agentes foram encaminhados para atendimento médico.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) Ricardo Carvalho, que acompanhou as negociações, os detentos que participaram da rebelião serão indiciados a pedido do sindicato. "Pela primeira vez na história, os presos serão encaminhados para a delegia para serem indiciados pelos crimes de cárcere privado, tortura e destruição do patrimônio". A Secretaria de Segurança Pública do Paraná, que administra o Departamento Penitenciário, não confirmou quantos presos foram conduzidos até o fim desta manhã.

Entre as principais reivindicações do grupo, que pertence a uma facção conhecida como Máfia Paranaense, estava a transferência de sete detentos que estão em presídios do interior para a Unidade. Eles também pediam que presos de outras facções fossem retirados da Casa de Custódia.

+++ Três reféns são liberados durante rebelião em cadeia de Curitiba

O Capitão da Polícia Militar Marcos Roberto, que acompanhou o caso, disse que os reféns passam bem. "Eles mostravam consciência, orientação, mas estavam abatidos por causa do tempo, sob a pressão, sem luz ou água", disse.

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