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Rebelião na Polinter do Rio deixa um morto

A rebelião de oito horas e meia ocorrida no presídio da Polinter de Todos os Santos, na zona norte do Rio, causou a morte de um preso e deixou quatro feridos. A confusão começou na madrugada de domingo em protesto à superlotação da carceragem, que tem capacidade para 120 pessoas, mas atualmente comporta 223. O motim foi comandado por presos ligados ao Comando Vermelho - do total dos detentos, 211 são ligados à facção criminosa. Eles fizeram 14 reféns, todos ligados ao grupo rival Terceiro Comando, e mataram o presidiário Eduardo Andrade.Além do protesto contra a superlotação da carceragem na Polinter de Todos os Santos, os rebelados também reivindicavam a transferência de 80 presos já condenados. Segundo policiais, o grupo ligado ao Comando Vermelho tentou, primeiramente, uma fuga em massa, mas não conseguiu. Em seguida, então, eles tomaram como reféns os rivais do Terceiro Comando.Dois reféns foram espancados e levados para o ambulatório do Corpo de Bombeiros e para o Hospital Salgado Filho, na zona norte. Pela manhã, o diretor da Polinter, Jader Amaral, foi ao local para acompanhar as negociações com os presos. Ele prometeu transferir os condenados o mais rapidamente possível. A rebelião em Todos os Santos, que começou por volta das 3 horas, chegou ao fim às 11h30 horas desta segunda-feira.Em outras duas carceragens da Polinter também foram registrados tumultos entre o final da noite de domingo e a madrugada de ontem. Na sede, na Praça Mauá, centro da cidade, o tumulto aconteceu por volta das 23 horas, mas foi rapidamente controlado. Em Ricardo de Albuquerque, zona norte, os presos também promoveram um início de rebelião às 4h40m, também logo abafado.

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