Rebelião termina com um preso morto no Rio

Um preso morreu e um agente penitenciário e cinco presos ficaram feridos durante uma rebelião na penitenciária Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4), na zona oeste do Rio, que terminou hoje à tarde depois de mais de 15 horas. Um grupo de bandidos armados tentou explodir um muro que fica nos fundos do presídio por volta das 21 horas de sábado e passou armas para os detentos. Houve tiroteio. Como não conseguiram fugir, os presos iniciaram o motim e fizeram três guardas reféns. Foram apreendidos pelo menos dois fuzis e duas pistolas na unidade.Segundo o secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, o grupo que atacou Bangu 4 estava com explosivos e tinha como objetivo destruir o muro lateral esquerdo, possibilitando uma fuga em massa dos 900 presos. Com a explosão, os criminosos conseguiram abrir um buraco de 1,20 metro de diâmetro no concreto, disse o secretário, mas a estrutura de ferro se manteve firme. ?Por esse buraco, eles passaram armas para os presos e começou a rebelião?, disse Santos. Ele afirmou que ninguém fugiu.Enquanto as armas eram passadas, os bandidos que estavam do lado de fora trocavam tiros com os policiais militares que estavam na guarita. O agente penitenciário Thales da Costa Lima foi atingido no peito. Ele está internado no hospital Souza Aguiar. O preso morto é Rogério Moreira da Silva, de 31 anos. Até o fim da tarde de hoje, as identidades dos presos feridos não haviam sido divulgadas.Os rebelados se renderam pouco depois do meio-dia. Durante o motim, eles fizeram exigências para libertar os reféns: a presença da imprensa, a melhoria da assistência jurídica e o restabelecimento do fornecimento de água, cortado durante a rebelião. Um representante da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) acompanhou as negociações, comandadas por oficiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope). A secretaria de Administração Penitenciária não informou se os bandidos visavam à libertação de um preso em especial.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.