Rebeliões em presídios do Espírito Santo são controladas

As três rebeliões em presídios do Espírito Santo foram controladas neste domingo, dia em que policiais da Força Nacional de Segurança chegaram ao Estado. Na Casa de Passagem de Vila Velha, o motim durou mais de 90 horas. Na Penitenciária de Segurança Máxima de Viana, a rebelião começou na manhã de sábado. No mesmo dia, à tarde, teve início o levante na Penitenciária Regional de Linhares, a cerca de 140 quilômetros da capital. Somadas, as três rebeliões tinham feito aproximadamente 150 reféns, todos liberados.Em Viana, dois presos foram assassinados neste domingo. Um foi decapitado. Os rebelados penduraram os corpos em uma grade do presídio e ameaçavam matar outros detentos. Os presos tinham granadas e ameaçavam usá-las se a polícia invadisse o complexo. Um agente penitenciário e cerca de cem parentes e familiares de presos foram tomados como reféns.Em Linhares, onde um presidiário também foi morto e 50 mulheres de presos foram feitas reféns durante o período de visitas íntima, a rebelião só foi controlada depois que o Batalhão de Missões Especiais da PM invadiu a unidade. Um helicóptero foi usado no apoio à operação. Já em Vila Velha, onde também houve um preso morto, quatro reféns foram liberados ontem. Na próxima terça-feira, o Batalhão de Missões Especiais realizará uma revista no presídio, sob a supervisão de representantes de entidades de defesa de Direitos Humanos.Para evitar a eclosão de novas revoltas, as visitas aos detentos em todo o Estado foram suspensas neste domingo. A proibição gerou uma quarta revolta, pela manhã, no Presídio Feminino de Tucum, controlada em menos de uma hora. Neste domingo, os três presídios rebelados estavam sem energia elétrica, água e comida. Segundo a Secretaria de Justiça do Espírito Santo (Sejus), apenas os rebelados de Vila Velha apresentaram reivindicações, que incluíam a transferência de cinco presos da Polícia Federal para penitenciárias estaduais. Para a Sejus, ainda não é possível dizer que as rebeliões tenham sido coordenadas nem que haja relação entre elas e os ônibus queimados.O fim de semana foi marcado por tumultos em penitenciárias do País. Em São Paulo, acabou na manhã deste domingo a rebelião na penitenciária de São Carlos, a última em que os detentos permaneciam rebelados. Unidades de Mirandópolis, Itirapina, Araraquara e dois Centros de Detenção Provisória (CDPs) também estiveram amotinadas durante o final de semana, mas todas já foram controladas. Em Sorocaba, a guerra entre duas facções criminosas pelo controle da Penitenciária Estadual Danilo Pinheiro causou mais uma morte na última sexta-feira. A vítima, o preso Michel Oliveira de Souza, de 27 anos, supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), foi assassinado com golpes de estilete durante a saída das celas para o banho de sol.No Acre, presos rebelados desde o final da tarde de sábado na casa de detenção Urso Branco mantêm, até o fim da tarde deste domingo, 173 reféns, entre eles seis crianças. A maioria são parentes dos detentos, capturados durante horário de visita. A principal exigência é a volta de 10 presos que foram transferidos para a penitenciária de Nova Mamoré.

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