Rebeliões no Ceará deixam ao menos cinco mortos

Revolta começou na manhã de anteontem, após familiares serem impedidos de visitar os presos

Carmen Pompeu - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

22 Maio 2016 | 22h59

FORTALEZA - A onda de rebeliões registrada em seis unidades prisionais no Ceará deixou ao menos cinco mortos, além de feridos. A revolta começou na manhã de anteontem, após familiares serem impedidos de visitar os presos. A direção das unidades havia suspendido as visitas, sob alegação de falta de segurança, por causa da greve de agentes penitenciários.

Mulheres de presos bloquearam vias nas proximidades do Complexo Penal em Itaitinga e do Presídio Carrapicho, em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. Nas Casas de Privação Provisória de Liberdade (CPPLs) 1, 2, 3 e 4, os detentos atearam fogos em colchões, quebraram equipamentos e brigaram entre si. A desordem também afetou o presídio feminino em Aquiraz.

Cenas de violência foram filmadas e compartilhadas pelos próprios presos. Fotos de dois mortos nas CPPLs foram espalhadas pelo WhatsApp. Uma delas mostra um corpo carbonizado; a outra, um homem bastante ensanguentado. O balanço do prejuízo ainda era feito ontem pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Ceará.

Fontes ligadas à Perícia Forence informaram que houve, pelo menos, oito mortos. A Sejus confirmou cinco: duas no Complexo de Itaitinga e outras três, no Presídio Carrapicho.

A onda de revolta só parou na noite de sábado, após os agentes penitenciários aceitarem a contraposta de reajuste e suspender a greve. O Ministério Público Estadual do Ceará vai abrir investigação para apurar a responsabilidade pelos atos.

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