Rebeliões pegaram promotoria de surpresa

O assessor especial da promotoria geral da Justiça, Carlos Cardoso, disse hoje que o movimento de rebelião nos presídios do Estado de São Paulo pegou a todos de surpresa. "Todos foram surpreendidos pelos acontecimentos. O governo precisa adotar novas medidas, porque as já adotadas se revelaram insuficientes", disse. O promotor atuou no caso dos 111 detentos mortos na invasão do Carandiru pela Tropa de Choque em 1992. Cardoso afirmou que a situação no complexo do Carandiru já está controlada, e que a Tropa de Choque vai fazer a operação de pente fino. Cardoso propôs a criação de um serviço de inteligência para atuar nos presídios, e que ficaria submetido a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária. "Serviria para obter informações e detectar movimentos ilegais dos presos, desarticulando suas lideranças", explicou. Segundo ele, os secretários estaduais de Segurança, Marco Vinício de Petrelluzzi, e da Administração Penitenciária, Nagashi Furokawa, continuam reunidos no quartel da polícia militar, no centro de São Paulo, e devem analisar sua proposta. O promotor disse que para resolver o problema das penitenciárias, o governo precisa enfrentar dois desafios: acabar com a superlotação e criar condições compatíveis com os direitos humanos para os presos, procurando devolvê-los à sociedade.

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