Receita devolve servidora de Mauá ao Serpro

A Receita Federal determinou ontem o "retorno imediato" da auxiliar de informática Ana Maria Caroto Cano para o Serpro. Ela é investigada no escândalo da quebra de sigilo fiscal de parentes do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Na sexta-feira, a servidora e seu marido, José Carlos Cano Larios, foram acusados por um metalúrgico aposentado de solicitar sua assinatura para encobrir acessos não autorizados a suas declarações de renda.

, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2010 | 00h00

Em depoimento à Polícia Civil, a servidora do Serpro disse ter sido orientada pela corregedoria do Fisco a procurar as pessoas que tiveram os dados fiscais acessados por ela sem autorização, numa tentativa de encobrir a irregularidade. A Receita nega. Ana Maria trabalhava na Delegacia da Receita em Mauá, um dos focos das violações de sigilo.

Ontem pela manhã, o office-boy Ademir Estevam Cabral reafirmou em depoimento na Polícia Federal que não foi autor das falsas procurações em nome de Verônica Serra e Alexandre Bourgeois, filha e genro de Serra. Apontado por outro contador, Antônio Carlos Atella Ferreira, como responsável pelos pedidos de cópias das declarações do casal, Cabral depôs durante pouco mais de uma hora. A PF quer fazer uma acareação entre os dois.

À tarde, depôs à PF o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, citado como integrante de um "núcleo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT). O jornalista teria montado um dossiê contra Serra.

Na Delegacia Seccional de Santo André prestaram depoimento Fábio Tadeu Bizognin, do 16.º Tabelião de Notas, vítima da fraude - nas procurações atribuídas à filha e ao genro de Serra os falsários utilizaram dados do cartório -, e o aposentado Edson Pedro dos Santos, que denunciou o casal Cano à polícia.

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