Recém-casada, professora romena não queria viajar

Docente de Comércio Internacional na França havia oficializado união três dias antes de chegar ao Brasil

Renato Machado, O Estadao de S.Paulo

05 de junho de 2009 | 00h00

Embora gostasse do Brasil, a professora universitária romena Violeta Bejenaru-Declerck, de 33 anos, preferia não ter vindo ao Rio na terça-feira da semana passada. Seu casamento havia acontecido somente três dias antes em Buzar, sua cidade natal. No entanto, como titular de Relações Internacionais da École Supérieure du Bois, na França, ela precisou viajar para o encontro anual do programa de cooperação acadêmica entre o Brasil e o país europeu.Violeta já havia estado no Brasil outras duas vezes, sendo uma delas para assinar um acordo de cooperação entre sua instituição e o Departamento de Engenharia e Tecnologia Florestal da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na ocasião ficou na casa de sua amiga, a professora da UFPR Ghislaine Miranda, que havia conhecido alguns anos antes no mesmo encontro da semana passada, mas em Paris. "Ela gostava bastante do Brasil, tanto que já estava planejando passar a virada de ano com o marido em uma pousada em Porto de Cima, na região da serra paranaense", diz Ghislaine.Natural da Romênia, Violeta vivia havia oito anos em Nantes, na França. A mudança foi feita para cursar doutorado na École Supérieure du Bois e depois acabou lecionando comércio internacional na mesma instituição. Segundo Ghislaine, ela já vivia com seu marido, mas mesmo assim decidiu oficializar o casamento e em sua terra natal, para seguir as tradições.Como titular do curso de Relações Internacionais, ela também era responsável por receber os estudantes brasileiros que iam para a França. Há atualmente dez na instituição. Além de ajudá-los a encontrar moradia e ajudar na adaptação, ela era responsável por controlar seus desempenhos e transmiti-los para os professores brasileiros, por isso estava sempre em contato com Ghislaine. A princípio, o fórum estava programado para acontecer em Paraty entre quarta-feira e sábado. Por isso os europeus marcaram suas passagens para domingo. O evento foi transferido para o hotel Pestana, em Copacabana, e perdeu um dia, mas os estrangeiros não mudaram a data dos voos para aproveitar um dia no Rio. Violeta visitou no sábado as praias, o Corcovado e comeu feijoada, com outros educadores da França. Eles, no entanto, não embarcaram no voo AF 447, pois precisaram ir para Itajubá (MG) visitar uma universidade com a qual tinham um acordo de cooperação. Dos participantes do evento, além de Violeta, estavam no avião da Air France o casal de professores franceses Anne Marie Wilhelm e Jean Luc Wilhelm da Universidade de Toulouse.

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