Recém-nascido é encontrado na mata em município do Recife

Mãe conta à polícia que não sabia que estava grávida e pode ficar até 6 anos na prisão

Ângela Lacerda, do Estadão,

21 Setembro 2007 | 15h36

Um recém-nascido envolvido em restos da placenta e ainda com o cordão umbilical foi encontrado em uma área de mata no município de Jaboatão dos Guararapes, no Recife, por dois homens que cortavam lenha na área. O bebê, que apresentava dificuldade de respiração e o corpo cheio de picadas de insetos, foi levado à maternidade Amiga da Família, no município. Ele foi encontrado na quinta-feira, 20, e seu estado de saúde era estável e ele já não precisava mais da ajuda de aparelhos para respirar.   Nesta sexta-feira, 21, a polícia identificou a mãe da criança, a faxineira Maria Zilda da Silva, de 39 anos, que se encontrava na Maternidade da Encruzilhada, zona norte do Recife. Assim que recebeu alta, no final da manhã, ela foi prestar depoimento na Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA). A mulher chegou na maternidade na quarta-feira, sem o bebê; ela já tem uma filha de 6 anos.   Ela disse à polícia que não sabia estar grávida, pensava estar com um mioma no útero, e só descobriu que havia dado a luz a uma criança ao ser examinada na maternidade. A versão não convenceu e Maria Zilda deverá ser indiciada pelos crimes de abandono de recém-nascido e infanticídio, que prevê pena de dois a seis anos de prisão.   Ao ser tornado público, o caso comoveu muitas famílias que já se inscreveram no Juizado de Menores com a intenção de adotar a criança. As enfermeiras que o atenderam lhe deram o nome de Renato, que significa renascido.

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