Receptador teria elo com grupo que matou João Hélio

A Polícia Civil investiga a denúncia de que um receptador de carros roubados em Cascadura, na zona norte do Rio, seria o último elo com os cinco jovens acusados de participar do assalto que resultou na morte trágica do menino João Hélio, de seis anos, que morreu ao ser arrastado por sete quilômetros. O inquérito sobre a morte será encaminhado ao Ministério Público do Estado após a conclusão de dois laudos da perícia técnica, prevista para esta sexta. Outro inquérito foi instaurado para apurar a suspeita de que os criminosos integrariam uma quadrilha especializada em roubo de carros que agiria sob encomenda. Segundo o relato de testemunhas, um deles participava do chamado Clube do Opala e era conhecido na região por ter "muita facilidade" de conseguir peças. A polícia espera recolher provas nos próximos dias para identificar um homem apontado como o "cabeça" do grupo. "Fazer contatos para desmanche é o máximo que permite a capacidade intelectual deles. Tem alguém acima negociando isso", disse um policial que participa da investigação. Na aérea da 30ª Delegacia de Polícia, em Marechal Hermes, são roubados, em média, cinco carros por dia. "Crueldade" O delegado Hércules Pires do Nascimento, titular da 30ªDP e responsável pela investigação, disse que vai relatar no inquérito "requintes de crueldade" dos criminosos que mataram João Hélio. No último domingo, uma testemunha disse à polícia que o corpo do menino "parecia um pedaço de papelão jogado para cima e para os lados, quando batia nos quebra-molas, na lataria, no chão e nos postes". Após a conclusão, o inquérito policial será remetido para a Vara Criminal de Madureira.

Agencia Estado,

22 Fevereiro 2007 | 19h13

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