Recomeça julgamento de coronel

Recomeçou às 9h30, com a leitura delivros sobre a morte de 111 presos da Casa de Detenção de SãoPaulo, no Carandiru, em 2 de outubro de 1992, o julgamento docoronel Ubiratan Guimarães, acusado pelo massacre. A previsão éde que a leitura demore todo o dia. Em entrevista hoje o promotor Felipe Locke Cavalcantivoltou a responsabilizar Guimarães pelas mortes, com o argumentode que o coronel, como comandante da operação, autorizou aentrada de tropa armada na prisão, quando poderia ter usado atropa de contenção. O advogado de defesa de Guimarães, Vicente Cascione, temdito que a culpa pelas mortes teria sido dos próprios presos.Ele afirma que os presos estavam armados e enfrentaram ospoliciais. A testemunha de acusação Aparecido Donizete Domingues,sobrevivente do Massacre do Carandiru, ainda não foi localizada.Cascione disse que tem interesse na localização de Domingues."Porque é uma testemunha que tem informações", justificou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.