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Recomeça julgamento de coronel da PM

Recomeçou por volta das 10h30 o julgamento do coronel da Polícia Militar Ubiratan Guimarães, acusado pelo massacrede 111 presos na Casa de Detenção de São Paulo, em outubro de 1992. O quarto dia de julgamento, no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, teve início com a leitura das últimas 25 páginas do relatórioassinado pelos deputados estaduais Elói Pietá e Justino Pereira, chamado "Pavilhão 9, Massacre do Carandiru". Também foi lido um capítulo do livro "Rota 66", dojornalista Caco Barcelos, que relata uma ocorrência na qual foram mortas quatro pessoas, em tiroteio com policiais militares em ação na época em que o coronel Guimarães era subcomandanteda Rota. Depois da leitura do relatório da Anistia Internacional os jurados ouviram informações que constam de 10 reportagens publicadas pelos jornais, em especial uma feita durante doismeses pelo jornal gaúcho "Zero Hora".A promotoria abriu mão de 30% dos 80 depoimentos que constam do processo. Também reduziu de 24 para 6 a leitura dosacórdãos do Tribunal de Justiça com relação ao caso. Com isso, aumentam s chances de que o júri seja concluído antes do prazo de 10 dias.Fleury - O promotor Felipe Locke Cavalcanti criticou hoje as declarações do ex-governador e deputado federal pelo PTB, Luiz Antonio Fleury Filho, que procurou inocentar o coronelGuimarães pelo massacre, afirmando que os policiais se excederam e que deveriam ser responsabilizados pelo ocorrido e não ocoronel, que ficou na Detenção, apenas durante 10 minutos, até ser retirado inconsciente. Na opinião do promotor, "mais uma vez querem fazer a corda arrebentar pelo mais fraco, responsabilizando os soldados em vez de seu comandante. Pela Lei Militar, a responsabilidadepela ação da tropa é sempre do comandante e foi o coronel quem comandou a invasão à Casa de Detenção."

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