Recomeçam buscas por vítimas do acidente com bimotor no ES

A Marinha recomeçou, por volta das 7h30 desta segunda-feira, 16, as buscas a três corpos das vítimas do acidente com o avião Seneca que caiu no litoral do Espírito Santo na sexta-feira, 13. Ainda não foram localizados o piloto da aeronave, o major-coronel reformado da Aeronáutica Alduíno Coutinho de Souza, seu filho Rafael Oliveira de Souza e a noiva deste, Fátima Campos Lopes. Participam do resgate um helicóptero, um avião e 40 homens da Força Aérea Brasileira (FAB). Os bombeiros da região também colaboram.No domingo, foram resgatados na Praia de Manguinhos, na Grande Vitória, e identificados os corpos de Ronilda Terezinha Oliveira de Souza, mulher do piloto, Alduíno Oliveira de Souza, seu filho, e Luana Pimentel, namorada dele.O plano de vôo, destroços da aeronave e a carteira do tenente-coronel Alduíno Coutinho de Souza também foram encontrados na Praia de Manguinhos e levados para o Quartel da Polícia Militar, na capital capixaba. Também foram recuperados bancos do avião e pertences pessoais das vítimas, que boiavam na Praia de Jaraípe. As praias ficam no município de Serra, na Grande Vitória.O acidente e as causasOs seis passageiros partiram do Aeroporto de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio na sexta e pousaram em Vitória, onde abasteceram. De lá, seguiriam para Porto Seguro, na Bahia, onde passariam o fim de semana. O último contato do Seneca com a torre foi a 20 mil milhas do aeroporto - cerca de 40 quilômetros. Mas, como os destroços do avião foram encontrados a apenas 15 quilômetros de distância do Aeroporto de Vitória, há a possibilidade de tenha ocorrido uma pane e que o piloto estivesse tentando retornar quando ocorreu o acidente.Aviões particulares como o Seneca não têm caixa preta. A conclusão, então, sobre as causas do acidente será feita pela análise dos destroços. O tenente-coronel Marco Aurélio Salgueiro, designado pela Agência Nacional de Aviação Civil para coordernar as investigações sobre o acidente, afirmou neste domingo, em Vitória, que sem a localização de todas as peças da aeronave, ou, particularmente, do painel de controle, vai ser "praticamente impossível" descobrir as causas da queda. Segundo ele, os destroços localizados até a tarde de domingo não contribuem para o esclarecimento do acidente.

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