José Patrício/AE
José Patrício/AE

Reconhecimento de paternidade do filho de Eliza Samudio é adiado

Teste de DNA realizado em 2010 já havia comprovado que o goleiro Bruno é o pai da criança

Marcelo Portela - O Estado de S. Paulo,

15 de maio de 2012 | 17h05

Atualizado às 18h37.

BELO HORIZONTE - O atraso na chegada dos documentos de Bruninho impediu que o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes reconhecesse nesta terça-feira, 15, em cartório, a paternidade da criança. O menino é filho de Eliza Samudio, desaparecida desde junho de 2010. Segundo o advogado Rui Caldas Pimenta, Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza, que mora em Campo Grande e é responsável pela guarda da criança - hoje com dois anos -, precisa enviar os documentos necessários.

Um teste de DNA realizado em 2010 já havia comprovado que o atleta é o pai da criança. Para a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual mineiros, a recusa em reconhecer o filho foi o que levou Bruno e outras três pessoas a matarem Eliza. O atleta tem duas filhas com a ex-mulher Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, que chegou a ser presa pela morte da ex-amante de Bruno e ainda responde processo em liberdade por sequestro e cárcere privado de Eliza.

O reconhecimento legal da paternidade da criança seria feito em um cartório do Centro de Belo Horizonte, por meio de procuração, já que o goleiro está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Com o registro do menino, Bruno destinará parte de todos os rendimentos que vier a ter à criança, inclusive os cerca de R$ 500 que recebe por trabalhos prestados no presídio.

O atleta aguarda julgamento por júri popular pelo crime junto com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Sérgio Rosa Sales. Este último foi o único que teve a liberdade concedida pela Justiça.

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