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Recuperação do centro de SP deve ter US$ 100 mi em 2003

Em julho de 2003, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) deverá liberar US$ 100 milhões para o Programa de Reabilitação do Centro de São Paulo. Essa é a expectativa da prefeita Marta Suplicy (PT) para o seu plano de recuperação da região, que custará US$ 166 milhões no total. Os US$ 66 milhões restantes serão assumidos pela Prefeitura, como contrapartida no financiamento. O cronograma previsto para a liberação do dinheiro foi anunciado ontem por Marta. Mas, para esse prazo ser cumprido, ela vai ter de contar com a sorte de não enfrentar obstáculos nas etapas anteriores à assinatura do contrato. A primeira delas será em 12 de dezembro, quando o BID vai dizer se aprova ou não o projeto. Se o parecer for positivo, o contrato será elaborado entre janeiro e março de 2003 e assinado até junho. É isso o que leva a prefeita a acreditar que as verbas estarão disponíveis em julho. A transação também depende de aprovação do Ministério do Planejamento e do Senado, e alguns projetos do programa precisam de aval da Câmara. A recuperação deve estar concluída até 2008. A Prefeitura terá 25 anos para pagar o financiamento, a partir de 2006, a juros de 5% ao ano. Mudança - Segundo Marta, o centro vai passar por uma transformação. A região terá investimentos em segurança, drenagem e restauração de prédios tombados. Haverá também uma reorganização do comércio ambulante. A requalificação do Centro Cultural dos Correios, no Vale do Anhangabaú, e a unidade Sesc 24 de Maio poderão ser incluídos no programa. O mesmo vale para o Mercado Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade. O programa prevê a transformação do Palácio das Indústrias e da Casa das Retortas num centro de convenções. Está sendo estudada ainda a criação do programa de Aluguel Social, por meio do qual a Prefeitura compraria imóveis para oferecer a famílias com renda de até três salários mínimos. O valor do aluguel comprometeria de até 10% da renda. Imóvel vazio é o que não falta na região. Segundo o Censo de 2000 do IBGE, o centro tem 45 mil imóveis desocupados.

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