Redação afina sintonia com o mundo digital

'Estado' passa por revolução cultural e tem forte presença no Twitter e no iPad

Pedro Dória, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2011 | 00h00

Em 2010, a Redação de O Estado de S. Paulo tornou-se definitivamente digital. Mais que tecnológica, foi uma revolução cultural. Seguindo a tendência ainda presente na imprensa brasileira, o Estado vinha segurando suas melhores notícias, os furos, para a edição de papel. Não mais. O leitor hoje é imediatamente informado, seja por celular, tablet ou web, quando uma notícia importante chega ao conhecimento de repórteres e editores. No dia seguinte, a edição do jornal completa a informação com aprofundamento e análise.  

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É como a grande imprensa mundial, do americano The New York Times ao britânico The Guardian, se comporta. E, embora a postura do "digital first" seja uma profunda inovação no jornalismo brasileiro, não foi a única tocada pelo Grupo Estado no ano que passou.

O Estado foi o primeiro veículo brasileiro com presença no iPad, o tablet da Apple. Já havia sido, em 2008, o primeiro no iPhone. Os tablets representam uma nova maneira de fazer jornalismo que une a elegância da organização do papel com as fascinantes possibilidades da multimídia.

O último ano foi de estudo intenso dessa nova plataforma e, no início de 2011, o aplicativo para o iPad chegará à versão 3.0 e logo migrará também para os tablets que rodam o sistema Android, caso do Galaxy Tab da Samsung.

A cultura digital que tomou a Redação gerou também uma nova forma de trabalhar com as mídias sociais. Mais do que uma frenética busca por seguidores em sistemas como o Twitter, a Redação de O Estado de S. Paulo dedicou-se à relação com seus leitores.

De todos os veículos brasileiros, é o maior no ranking de relevância, a razão que divide número de seguidores por número de menções. Tem um índice de 0,74 contra 0,4 do segundo lugar e 0,28, do terceiro. Ou seja: os leitores do Estado citam mais o jornal do que os da concorrência. O Estado faz parte de seu cotidiano digital.

São, todas, marcas de um ano iniciado com o redesenho do portal estadão.com.br, que trouxe para o País a organização dos melhores sites noticiosos europeus, separando em colunas distintas o noticiário importante do interessante. O mesmo ano marcado por uma parceria inédita com o portal MSN, da Microsoft, por meio do qual o Estado passou a editar seu canal de notícias.

O resultado de todas as transformações foi um crescimento anual, segundo o Ibope, de 88% em usuários únicos e de 132% em páginas lidas. Ou seja, o estadão.com.br ganhou mais leitores que leem mais notícias. No período, a média dos sites de notícias brasileiros cresceu apenas 20% no número de usuários e caiu 1% em páginas lidas. São poucos leitores novos que leem menos. Uma realidade distinta da do Grupo Estado, que investe, principalmente, em informar bem e primeiro seus leitores.

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