Reembolso aéreo

No dia 17 de julho, meu marido e eu viajamos para Praga (República Checa) pela Air France. A volta estava marcada para o dia 30, quando sairíamos de Viena para Paris, seguindo para São Paulo. Mas meu marido sofreu uma parada cardíaca e faleceu em Budapeste (Hungria), em 27 de julho. Voltei ao Brasil no dia 2 de agosto pela TAM. A passagem foi comprada pela seguradora. Em 7 de agosto, entrei em contato com a Air France para pedir o reembolso das passagens e enviar a notificação de óbito. A atendente prometeu me passar as instruções para efetivar o pedido. Minha filha telefonou várias vezes para a Air France e somente no dia 21 de agosto recebeu um e-mail da companhia informando que iria entrar em contato. Será que a empresa não percebe que nesse momento de tristeza é muito doloroso lidar com mais esse problema?

, O Estadao de S.Paulo

05 de setembro de 2009 | 00h00

IVANI DE A. RECHENBERG

São Paulo

O responsável pelo Atendimento ao Cliente da Air France, Alexandre Figueiredo, esclarece que o departamento de reembolsos da empresa entrou em contato com a sra. Ivani para lhe informar sobre os procedimentos necessários.

A leitora comenta: Uma funcionária da Air France telefonou e pediu que eu enviasse a cópia do inventário de meu marido para que fique provado que eu sou sua herdeira. Recusei-me a fornecê-lo, pois não vou escancarar minha vida financeira para a empresa. Quando tive de solicitar o pagamento da pensão, apresentei a certidão de casamento com averbação de óbito. Foi esse o documento que enviei a essa funcionária, que informou que iria submetê-lo ao departamento jurídico. Mas ainda não obtive resposta.

Descaso médico

No dia 18 de agosto meu pai, de 68 anos, engasgou. Telefonei para o 193 e um médico dos bombeiros me acalmou dizendo que, se as vias respiratórias estivessem livres, não haveria risco e que deveríamos levá-lo a um médico. Fomos à Assistência Médica Ambulatorial (Ama) do Hospital João XXIII, na Mooca. Ainda no corredor, presenciamos uma cena constrangedora. Havia uma senhora, numa cadeira de rodas, com sangramento no nariz. O médico lhe disse que nada podia fazer, pois ali não havia otorrinolaringologista. Quando entramos na sala de atendimento, o mesmo médico nos aguardava. Enquanto explicava o que ocorrera, ele me interrompeu dizendo que não havia aparelho de endoscopia e que, por isso, deveríamos procurar outro hospital. Como um profissional com tal responsabilidade e chamado de "doutor" pode tratar as pessoas dessa maneira?

RAFAEL POLISZUK

São Paulo

A Secretaria Municipal da Saúde diz que não admite que os médicos adotem essa atitude relatada pelo sr. Poliszuk, e que irá apurar com rigor o caso.

Bairro sem lazer

Se for feita uma pesquisa na internet sobre a Vila Invernada, aparecerá que é um bairro horizontal, situado num distrito com índice de desenvolvimento urbano elevado. Mas, apesar de o IPTU da região ter aumentado em 30% nos últimos dez anos, faltam lazer e segurança para os moradores - a maioria idosos e crianças. Só há uma praça, que está abandonada, sem iluminação, e que serve de esconderijo para marginais. Fiz várias reclamações, mas a Subprefeitura da Mooca nunca deu um retorno.

MEIRE LAZARINI

São Paulo

A Subprefeitura de Mooca não respondeu.

Falta de fiscalização

Os paulistanos pagam altos IPTU e IPVA, além de mentirosas multas de trânsito, pois os recursos nunca são aceitos; respiram o ar mais poluído do Brasil; têm de enfrentar um trânsito congestionado e ainda transitar por ruas cheias de buracos e valetas. Por que não são fiscalizados os "consertos" realizados por Telefônica, Sabesp, Eletropaulo, etc.?

MÁRIO A. DENTE

São Paulo

Antes e depois da lei

Antes da lei de restrição de circulação de fretados, eu chegava no trabalho no horário, tranquilo e com o terno alinhado. Ia sentado e o motorista do fretado sempre respeitava as leis de trânsito. Meu custo mensal era de R$ 180. Hoje gasto R$ 262 e chego todos os dias atrasado, pois tenho de esperar até vir um ônibus em que eu não tenha de ir "pendurado". E o metrô sempre para entre as estações. Vou em pé, chego amarrotado e estressado. O motorista do transporte público passa no farol vermelho, excede a velocidade, para fora dos pontos e não respeita os passageiros. Sei que sou visto como minoria, mas vou fazer valer meu voto nas próximas eleições!

CLAUDIO BARUCHI

São Paulo

As cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.