Reféns vão à igreja pagar promessa a Santo Expedito

No quarto onde foi deixada enquanto o filho de 14 anos, o marido, a irmã e o cunhado estavam sob a mira de revólveres, N.P., de 37 anos, ajoelhou-se e rezou para Santo Expedito, o milagroso das "causas justas e urgentes" a quem os fiéis recorrem em horas de "aflição e desespero". Prometeu ao santo ir à missa de sua paróquia, se tudo terminasse bem. "Pois os tiros cessaram e bandidos se entregaram, sem nenhum ferido. Foi mesmo milagre", diz o marido, o paraibano A.P., de 38 anos, 14 deles dedicados a zelar pelos moradores do prédio da Rua Afonso de Freitas, no Paraíso. Dezoito horas depois de ser feito refém com a família, quando falou à reportagem do Estado, ele ainda tinha a voz trêmula ao lembrar o momento em que viu os bandidos pularem o muro invadindo o prédio. Ele correu para dentro de casa e trancou a porta, arrombada minutos depois. A.P. conta que conseguiu ter serenidade e pediu calma à polícia e aos bandidos, quando servia, com o filho e os cunhados, de escudo humano na troca de tiros. Após passar a madrugada na delegacia, e ainda sem dormir, a família pagou a promessa, ontem, reunindo-se na missa das 17 horas na Capela de Santo Expedito. Por obra sua, acreditam, só tinham a agradecer.

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