Reforma da pista de Congonhas começa nesta terça-feira

A partir das 5 horas desta terça-feira, 27, a pista auxiliar do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, será bloqueada para o início das reformas. Por causa das obras, o aeroporto vai abrir uma hora mais cedo (5h30) e fechar uma hora mais tarde (00h30). Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a reforma da pista levará 120 dias, mas, a pista ficará interditada durante 90 dias.Nesse período, todos os vôos comerciais ficarão em Congonhas, mas serão remanejados ao longo do dia. Ou seja, haverá menos vôos em horários de pico e mais vôos ao longo dia. De acordo com a reportagem da Rádio Eldorado AM, o principal problema do aeroporto é o desgate das pistas que atualmente não têm condições de escoar as águas da chuva. Há quase um ano, a Eldorado revelou que as rachaduras no solo par evitar a aquaplanagem não foram instaladas. A denúncia foi feita por um comandante que não quis se identificar. Entre 2006 até o começo deste ano, foram registrados quatro acidentes relacionados à aquaplanagem. O aeroporto tem cerca de 650 pousos e decolagens por dia, de acordo com a Anac. Cerca de 100 vôos serão redirecionados para o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. Foi estabelecido o limite de 101 pousos e decolagens da aviação geral e táxi aéreo - o número hoje é cerca de 170. Os vôos charters (fretados), que representam 5% do movimento diário do aeroporto, também irão para Cumbica. Segundo a Infraero, a pista auxiliar, onde vão operar todos os vôos durante a reforma, atualmente é utilizada ?para eventualidades, para escoar o fluxo?. Em termos práticos, cerca de 12% do movimento é redirecionado para a auxiliar por mês. Do total de 313 vôos diários operados pela TAM em Congonhas, 68 (22%) tiveram alterações de horário. Os passageiros podem consultar informações no site da TAM A Infraero recomenda que os passageiros dêem preferência para os vôos que cheguem ou partam de Guarulhos e também não descarta o remanejamento de vôos caso haja necessidade. Mas se a pista principal tiver que ser fechada por causa da chuva forte, os atrasos serão praticamente inevitáveis. A interdição da pista principal é feita sempre que o limite de água de 3 milímetros é atingido, nível suficiente para colocar em risco os pousos e decolagens.

Agencia Estado,

26 Fevereiro 2007 | 19h00

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