Reforma de planetário deve custar R$ 1,27 mi

Governo aguarda prazo legal para assinar contrato com empresa; obra no Carmo vai demorar 120 dias

Daniel Gonzales, O Estadao de S.Paulo

05 Fevereiro 2009 | 00h00

A Prefeitura de São Paulo vai assinar nos próximos dias a contratação de uma empresa que fará a reforma do Planetário do Carmo, na zona leste, fechado desde fevereiro de 2007 por causa de problemas estruturais, rachaduras, afundamento e infiltrações.A recuperação do prédio tinha custo estimado em R$ 1,5 milhão, mas a empresa classificada em primeiro lugar, a Ductbusters Engenharia, ofertou a obra por R$ 1,27 milhão. O governo municipal aguarda apenas o prazo para que demais empresas interessadas possam contestar a concorrência.O prédio foi construído e doado à cidade pela Telefônica em 2005. Segundo a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente (SVMA), a empresa não deverá assumir a reforma. Os trabalhos serão feitos com dinheiro público, como o Estado havia adiantado em outubro. A SVMA planeja mandar a conta da reforma para a empresa, por via judicial.Durante quase dois anos, conforme surgiam os primeiros problemas no novo planetário - que só funcionou por 13 meses depois de entregue -, a Prefeitura e a Telefônica tentaram um acordo em torno da reforma. A empresa chegou a contratar uma empresa de engenharia, que atestou a necessidade de reforma por meio de um laudo. No entanto, à época, a companhia informou que "sua responsabilidade na obra ocorreu até o momento da doação do bem" e "a conservação não seria sua atribuição".Um dos principais trabalhos a serem feitos é a impermeabilização da cúpula, que protege o projetor alemão de última geração Universarium Zeiss VII, o mais moderno do País. Esse equipamento foi comprado em 1996 por R$ 15 milhões - e custou mais caro do que o prédio do planetário, que saiu por R$ 11 milhões. A reforma prevê ainda serviços elétricos e hidráulicos e a recuperação de sistemas de captação de água pluvial. A duração prevista dos trabalhos é de 120 dias.

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