Reforma de planetário só será entregue em outubro

Secretaria diz que mau tempo atrapalhou andamento das obras no Carmo

Cristiane Bomfim, O Estadao de S.Paulo

14 Agosto 2009 | 00h00

A conclusão da reforma do Planetário do Parque do Carmo, na zona leste da capital, foi adiada por um mês. A obra, iniciada em 1º de abril, tinha previsão de entrega para 30 de agosto. Agora, a nova data é 1º de outubro. A área está fechada ao público desde fevereiro de 2007 por problemas estruturais na construção, como vazamentos. A licitação foi aberta em outubro do ano passado, mas a empresa responsável pela realização do projeto só foi escolhida no fim de março. Segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, a prorrogação do prazo - de 120 para 180 dias - foi motivada pelo mau tempo, que atrapalhou o andamento das obras no telhado, estacionamento, reforma elétrica e hidráulica. O custo total, de R$ 1.272.328,09, vai contemplar ainda intervenções na cúpula de cobre de 20 metros de largura, onde são projetadas as imagens, além do tratamento acústico dos ambientes e da troca das luminárias internas, que devem ocorrer no próximo mês. Na área externa do planetário, funcionários consertam o piso - de tijolo -, carregam carrinhos de mão de um lado para o outro. Mas do lado de dentro é possível notar que pouco acabou feito. Há cestos de lixo de plástico para conter as goteiras do teto, que já apresenta diversos pontos de bolor, causados por infiltrações de água. As paredes precisam de pintura e há falhas no piso. Na sala onde os visitantes poderão fazer a observação espacial há sacos pretos cobrindo mesas e cadeiras. "Ainda tem muito o que fazer aqui. O tempo não ajudou e o prédio está em mau estado. Já passamos do prazo inicial e vamos tentar cumprir o prazo", disse um dos funcionários a serviço da empresa contratada para a reforma, a Ductbusters. Ele preferiu não se identificar. Os trabalhos na reforma ocorrem de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas. A Secretaria do Verde e Meio Ambiente afirmou, em nota, que vai enviar a conta com o valor gasto na reforma do planetário para a empresa Telefônica, que ergueu o prédio e, em dezembro de 2005, o doou à cidade. Os custos serão apresentados judicialmente. A afirmação já tinha sido feita pela administração municipal em outubro do ano passado, depois das negativas da empresa em assumir a responsabilidade. À época, a Telefônica informou que sua "responsabilidade pela obra ocorreu até o momento da doação do bem e a conservação não seria sua atribuição". Em novembro de 2007, a Telefônica chegou a contratar uma empresa de engenharia para avaliar as condições estruturais do planetário. O laudo apontou infiltrações na laje e na cúpula, além de problemas nas instalações elétricas e nas tubulações do ar-condicionado. SÓ 13 MESES Inaugurado em dezembro de 2005, o Planetário do Parque do Carmo ficou aberto ao público por apenas 13 meses. Com o custo de R$ 11 milhões, ele foi construído pela empresa Afonso Pena e tem capacidade para 274 pessoas. Enquanto funcionou, eram realizadas quatro sessões por dia, cinco vezes da semana. Um dos projetores mais modernos do País, o alemão Universarium Zeiss VII, está guardado ali desde fevereiro de 2007, quando a reforma no prédio foi iniciada. Essa, porém, não é a primeira vez que o equipamento fica parado: entre 1996 e 2005, ele ficou empacotado em um depósito do Parque do Ibirapuera, na zona sul, enquanto aguardava a inauguração do Carmo.

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