Reforma deve limitar número de legendas

Um dos poucos pontos com chances de ser aprovado na reforma política, o fim das coligações nas eleições proporcionais, reduziria o número de partidos na Câmara dos atuais 22 para 16.

Eugênia Lopes / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2011 | 00h00

Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indica que, com o fim das coligações para as eleições de deputados federais, o PMDB, o PT e o PSDB seriam beneficiados com o aumento de suas bancadas.

O PMDB passaria dos atuais 78 deputados para uma bancada com 109. O PT subiria de 88 para 110 parlamentares, enquanto o PSDB saltaria de 53 para 63 deputados federais. Dos médios partidos, o PV seria o único beneficiado: ganharia mais um parlamentar, ficando com uma bancada de 15. O levantamento do Diap foi realizado com base no resultado das eleições de 2010.

Pelo estudo, dez partidos seriam prejudicados com o fim das coligações, perdendo deputados. São eles: o PTB, o PP, o PC do B, o PPS, o PRB, o DEM, o PSB, o PR, o PTB e o PDT. Já o PSOL, que não se coligou com nenhum partido nas últimas eleições, manteria a bancada de três deputados.

Projeções. As projeções feitas pelo Diap estimam que, com o fim das coligações, seis partidos não conseguiriam eleger nenhum de seus filiados para a Câmara: o PHS, o PMN, o PRP, o PRTB, o PSL e o PTC.

O fim das coligações nas eleições para deputados federais, estaduais e vereadores é um dos pontos do texto entregue ontem pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), relator da proposta de reforma política, ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Os demais projetos de lei e as propostas de emenda à Constituição aprovados pela comissão de reforma política do Senado serão entregues por Dornelles até o dia 20 do próximo mês.

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