Reforma faz Congonhas operar com apenas uma pista

Desde às 5 horas desta terça-feira, 27, a pista auxiliar do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, está bloqueada para o início das reformas. Por causa das obras, o aeroporto vai abrir uma hora mais cedo (5h30) e fechar uma hora mais tarde (00h30). A pista vai ficar fechada por pelo menos 60 dias. O prazo total para a entrega, no entanto, é de 120 dias. Mas segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a pista ficará interditada durante 90 dias. A obra vai custar R$ 11 milhões. O objetivo é aumentar a segurança, além de garantir condições para o fechamento da pista principal, que será reformada ainda este ano. Enquanto a pista estiver interditada, todos os vôos comerciais ficarão em Congonhas, mas serão remanejados ao longo do dia. Ou seja, haverá menos vôos em horários de pico e mais vôos ao longo do dia. O aeroporto tem cerca de 650 pousos e decolagens por dia, de acordo com a Anac. Cerca de 100 vôos serão redirecionados para o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. Foi estabelecido o limite de 101 pousos e decolagens da aviação geral e táxi aéreo - o número atual é cerca de 170. Os vôos charters (fretados), que representam 5% do movimento diário do aeroporto, também irão para Cumbica. Em dias de chuva, poderá ter transferência dos vôos regulares para Guarulhos ou Viracopos. Isso pode ocorrer quando a pista principal for fechada por acúmulo de água. Na segunda-feira, 26, entre 15h e 15h55, ela fechou por causa da chuva. Segundo a Infraero, até as 19h20, 31,7% dos vôos tiveram atrasos de mais que 45 minutos. Do total de 313 vôos diários operados pela TAM em Congonhas, 68 (22%) tiveram alterações de horário. Os passageiros podem consultar informações no site da TAM. A Infraero recomenda que os passageiros dêem preferência para os vôos que cheguem ou partam de Guarulhos e também não descarta o remanejamento de vôos caso haja necessidade. Mas se a pista principal tiver que ser fechada por causa da chuva forte, os atrasos serão praticamente inevitáveis. A interdição da pista principal é feita sempre que o limite de água de 3 milímetros é atingido, nível suficiente para colocar em risco os pousos e decolagens. Os passageiros que tiverem dúvidas sobre as conseqüências da reforma podem entrar em contato com a Infraero pelo site ou pelo telefone da ouvidoria da empresa, 0800-7271234.

Agencia Estado,

27 Fevereiro 2007 | 07h01

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