Reforma fecha novo trecho na Paulista

Bloqueio pára faixa direita, entre a Maria Figueiredo e Teixeira da Silva

Fabrício de Castro, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2020 | 00h00

Os motoristas que transitam pela Avenida Paulista, na região central de São Paulo, precisarão redobrar a paciência a partir desta semana. Desde ontem, a faixa da direita, entre as Ruas Maria Figueiredo e Teixeira da Silva, no sentido Consolação, está interditada para o andamento das obras do projeto Nova Paulista, de revitalização das calçadas. Uma faixa no sentido contrário, entre a Praça Osvaldo Cruz e a Rua Carlos Sampaio, já estava fechada desde o último dia 8. Com pistas interditadas nos dois sentidos, a expectativa é que o trânsito piore, principalmente nos horários de pico. Quem precisa trafegar pela Paulista já sente dificuldades até nos fins de semana. "As obras estão atrapalhando o trabalho, pois a gente não consegue pegar o passageiro que está do lado da faixa interditada", reclama o taxista Sandro Marques. "Estou até evitando a Avenida Paulista." O taxista Jair Antônio dos Santos afirma que, mesmo aos sábados, o trânsito está mais lento. "Das 17 às 20 horas fica bastante engarrafado", confirma. "E agora que a avenida está menor nos dois sentidos, vou evitar a Paulista ao máximo. Entro na avenida somente quando algum passageiro me pede." PRAZODe acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o trecho entre a Maria de Figueiredo e a Teixeira da Silva deve ficar interditado por aproximadamente 30 dias. Antes do fim do prazo, as obras serão ampliadas para o quarteirão seguinte.A companhia aconselha os motoristas que trafegam no sentido Paraíso a seguir pela Alameda Santos e pelas Ruas Cubatão, Abílio Soares e Maria Figueiredo.No sentido Consolação, as alternativas são as Ruas Treze de Maio, Cincinato Braga, São Carlos do Pinhal e Antônio Carlos. Além dos transtornos no trânsito, os comerciantes da região estão tendo de mudar de rotina. Abdiel Souza Lima, que trabalha numa banca de jornais que funcionava em frente ao Hospital Santa Catarina, afirma que foi obrigado a se transferir para o quarteirão seguinte, entre a Teixeira da Silva e a Carlos Sampaio. "A Prefeitura de São Paulo obrigou a transferência. Tivemos de tirar R$ 6 mil do bolso para pagar a remoção, sem falar no prejuízo nas vendas, já que a banca ficou uma semana parada", afirma.

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