Refugiado sonha em ter ''um RG brasileiro''

Foi para escapar do preconceito que o cristão paquistanês A.I., de 27 anos, embarcou em um voo para o Brasil, sem saber até mesmo que "aqui se fala português". Nascido em uma região predominantemente islâmica, ele se envolveu em uma briga com um muçulmano e, ameaçado, teve de deixar o país. "Cansei de ser humilhado e de só encontrar portas fechadas. Reagi", diz. Os mesmos motivos, agora, o levam a buscar anistia junto ao governo brasileiro. Quando chegou ao País, há um ano, A.I. entrou com o pedido do Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) como refugiado, por perseguição religiosa. Recebeu da Polícia Federal uma carteira de trabalho provisória para que pudesse se sustentar até ter o status reconhecido. Mais uma vez, encontrou portas fechadas. "Ninguém acredita no documento da PF. Veem que você é refugiado e, por preconceito, acham que é falso", diz. Situação que ele pretende mudar agora. "Quero um RG brasileiro".

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