Milena Aurea/A Cidade
Milena Aurea/A Cidade

Região de Campinas foi a que mais ampliou presença na Assembleia

Bancada do segundo maior colégio eleitoral de SP terá 20 parlamentares, 7 a mais que hoje; Barretos fica sem representante na Casa

, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2010 | 00h00

A região de Campinas foi a que mais ampliou sua representatividade na Assembleia Legislativa paulista nas eleições deste ano. A bancada, composta de 13 deputados na atual legislatura, saltou para 20, somados todos os municípios que compõe o segundo maior colégio eleitoral do Estado (6,4 milhões de eleitores, segundo a Fundação Seade).

Apenas uma das 17 regiões administrativas de São Paulo - Barretos, no norte do Estado - não conseguiu eleger representantes no domingo. A Grande São Paulo, com 14,5 milhões de eleitores, continuará com a maior "bancada" - 42 deputados. São José do Rio Preto, na terceira posição, teve 5 candidatos eleitos.

Com três representantes cada uma ficaram as regiões da Baixada Santista, Central (Bauru), Presidente Prudente, São José dos Campos, Sorocaba e Ribeirão Preto. Embora apresentem números bem diferentes de eleitores - São José dos Campos tem 1,6 milhão e Presidente Prudente, 712 mil -, elas serão representadas pelo mesmo número de deputados a partir de 2011.

Na avaliação do cientista político Humberto Dantas, esse aparente descompasso é resultado da forma como o eleitor define o voto. "Nem todos votam com consciência regional. Muitos eleitores decidem com base nas causas ou temas defendidos pelo candidato, o chamado voto de opinião", diz. "Temos ainda o voto de celebridade, o voto de partido. São muitas as variáveis."

O peso político e as alianças regionais também ajudam a entender esse quadro. Ribeirão Preto, por exemplo, elegeu deputado estadual Baleia Rossi (PMDB), filho do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e figuras de maior expressão local, como Rafael Silva (PDT) e o ex-prefeito da cidade Welson Gasparini (PSDB) - ambos integram a base de apoio do governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB).

A região central do Estado perdeu representação na Assembleia. Bauru, com 243 mil eleitores, não conseguiu fazer um deputado federal pela quarta eleição consecutiva. Situação bem diferente da dos anos 70 e 80 e do início dos anos 90, quando Bauru chegou a ter dois deputados estaduais e dois federais - seu último representante na Câmara foi Tuga Angerami (PSDB), eleito em 1994.

Desde então, só um deputado estadual representa a região central, o tucano Pedro Tobias, reeleito com 196 mil votos. Apesar de terem concorrido dez candidatos a deputado federal e oito a estadual, o único que ainda tem chances de exercer o mandato é Clodoaldo Gazetta (PV), que teve 36 mil votos na corrida pela Assembleia. Ele espera ser chamado para a vaga de algum deputado verde chamado, eventualmente, para o governo Alckmin.

Em Sorocaba, o destaque foi a eleição de três candidatos do PV, partido que agora passa a ter o maior número de representantes da cidade na Assembleia. Rita Passos, de Itu, foi a que recebeu mais votos - 154 mil. Edson Girboni, de Itapetininga, e de Ulysses Tassinari, em Itapeva, tiveram 93 mil e 41 mil votos, respectivamente.

Os três candidatos mais votados neste ano são do PSDB. Bruno Covas e Paulo Alexandre Barbosa têm base eleitoral na Baixada Santista. O ex-promotor Fernando Capez, bastante conhecido pela classe jurídica paulista, teve uma votação mais "pulverizada", embora seu reduto eleitoral seja a capital.

Bancadas. A oposição à administração Alckmin será maior que a enfrentada por José Serra (PSDB) em 2007. O PT elegeu a maior bancada na Assembleia. O número de representantes do partido passou para 24 - 4 a mais do que na atual legislatura. O PSDB, segunda maior bancada, manteve o número de parlamentares de hoje: 23 deputados. A bancada do DEM foi a que mais diminuiu. O partido perdeu quatro assentos na Assembleia e elegeu oito parlamentares.

Depois do PT, o PV foi a legenda que mais cresceu - passou de seis para nove deputados. O PMDB manteve os quatro assentos na Assembleia.

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