Região Metropolitana de Belém tem maior proporção de favelas, diz IBGE

Mais da metade da população da capital paraense vivia nessas áreas em 2010

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

06 Novembro 2013 | 10h03

RIO - Das cinco principais regiões metropolitanas do Brasil, a de Belém, com seis municípios e 2,1 milhões de habitantes, é a que tem maior proporção de aglomerados subnormais em seu espaço urbano, segundo a pesquisa Aglomerados Subnormais - Informações Territoriais, baseada no Censo 2010, divulgada nesta quarta-feira, 6, pelo IBGE. Mais da metade de sua população vivia nessas áreas em 2010.

A capital concentra maior número de domicílios nessas condições, 66%, e eles tendem a ocupar terrenos de grande extensão. A área central da cidade é a de melhor oferta de serviços e infraestrutura e é a mais valorizada também por ser seca (a região é cortada por rios, riachos e canais).

Os aglomerados fixaram-se primeiro nas proximidades do centro, e mais recentemente em bairros mais distantes, destinados à habitação pelo governo, porém de estrutura menos desenvolvida. São comunidades muito adensadas, com pouco espaçamento entre as residências.

As casas mais precárias, em geral palafitas, ficam em áreas alagadas, para as quais a população mais pobre foi "empurrada" por causa do alto preço do metro quadrado nas zonas mais nobres. Em períodos de chuva, a água invade as residências, que não contam com saneamento básico. Os moradores são, em grande parte, migrantes que se deslocam do interior do Pará para Belém em busca de emprego.

Marituba, cidade-dormitório da Região Metropolitana de Belém, tem a mais elevada proporção de moradores em aglomerados subnormais do País: 77,2% da população. É um município de alta densidade demográfica e que exporta sua mão de obra para Belém, distante 11 quilômetros, por não oferecer postos de trabalho suficientes.

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